Contos de uma Sociedade Mágica: Um Guia Completo sobre a História da Magia; por Diana Sayre

 

CONTOS DE uma sociedade mágica:

Um guia completo sobre a história da magia

Por Diana Sayre

 


 

CAPÍTULO 01: PRIMEIROS ESTUDOS

Rebelião das Gárgulas de 1911

A Rebelião das Gárgulas de 1911 foi uma greve selvagem de gárgulas que ocorreu em 1911. Uma "greve selvagem" refere-se à interrupção do trabalho de trabalhadores sindicalizados sem autorização do sindicato. Como ele menciona "os gatos selvagens estavam vencendo", provavelmente as coisas estavam se movendo a favor dos Gárgulas quando algo digno de nota aconteceu.

A Rebelião iniciou na Inglaterra, espalhando o movimento para países do mundo todo, as gárgulas bravavam e pediam melhores condições de trabalho. No final, um acordo assinado pela Confederação Internacional de Bruxos, prometeu melhores condições de trabalho, incluindo uma Reserva Natural somente para Gárgulas.

 

A Nevasca de Sabão de 1378

A nevasca de sabão de 1378 foi uma nevasca de sabão que ocorreu em 1378. Essa nevasca foi seguida pelo estouro da bolha econômica bruxa.

A nevasca aconteceu no norte da Escócia, causada por feitiços acidentais de bruxos, o que o vento levou para o Canadá e o Norte dos Estados Unidos, levando os bruxos Nativos-Americanos a darem um jeito.

 

O Código de Conduta do Lobisomem

O Código de Conduta do Lobisomem, desenvolvido em 1637 pelo extinto Conselho dos Bruxos britânico, era um conjunto de regras que delineavam as responsabilidades dos lobisomens, como prevenir qualquer possível ataque fechando-se com segurança todos os meses. As responsabilidades eram:

- Se trancar em casa por 10 dias antes da lua cheia.

- Não se casar

- Não trabalhar

- Não ter filhos

 

Sem surpresa, o Código de Conduta do Lobisomem acabou sendo um fracasso, visto que ninguém apareceu para assiná-lo, já que ninguém estava preparado para admitir ser um lobisomem devido ao grande estigma entre a sociedade bruxa.

 

EMERIC, O MAL


Emeric, o Mal foi um Bruxo das Trevas de vida curta, mas excepcionalmente agressivo. Ele já foi o mestre da Varinha das Varinhas. Com isso, ele aterrorizou o sul da Inglaterra no início da Idade Média. Ele foi "massacrado" em um duelo feroz contra Egberto, o Egrégio.

 

MAGIA NA AMÉRICA DO NORTE

Século XIV – Século XVII


Embora chamada de “Novo Mundo” pelos exploradores europeus que chegaram ao continente pela primeira vez, os bruxos já sabiam da existência da América muito antes dos No-Majs. Os vários meios de viagem mágica, entre elas as vassouras e a aparatação, sem falar em visões e premonições, demonstram que mesmo comunidades bruxas distantes estavam em contato entre si desde a Idade Média.

As comunidades mágicas indígenas da América do Norte e as da Europa e da África já sabiam da existência uma da outra muito antes da imigração dos No-Majs europeus no século XVII e já estavam cientes das várias semelhanças existentes entre suas comunidades. Algumas famílias eram obviamente “mágicas”, e a magia também aparecia inesperadamente em famílias que até então não possuíam qualquer ascendência bruxa conhecida. A proporção entre bruxos e não-bruxos parecia consistente nas populações em geral, assim como as atitudes dos No-Majs, onde quer que tivessem nascido. Na comunidade indígena norte-americana, alguns bruxos e bruxas eram aceitos e até enaltecidos em suas tribos, ganhando reputação como xamãs por seu poder de cura ou como caçadores exímios. Outros, no entanto, foram estigmatizados pelas crenças da tribo, em geral sob a alegação de estarem possuídos por espíritos maléficos.

A lenda indígena do “andarilho de peles” – uma bruxa ou um bruxo maligno, que pode se transformar no animal que desejar – tem fundamento em fatos. É uma lenda que cresceu em torno dos animagos indígenas, e os acusava de terem sacrificado parentes próximos para obter seus poderes de transformação. Na verdade, a maioria dos animagos assumia formas animais para escapar de perseguições ou caçar para suas tribos. Tais rumores depreciativos costumavam ser inventados por xamãs No-Majs, que às vezes fingiam possuir poderes mágicos e temiam ser descobertos.

A comunidade bruxa indígena norte-americana era particularmente talentosa com magias envolvendo animais e plantas; suas poções, em especial, eram de uma sofisticação muito além do que se tinha conhecimento na Europa. A diferença mais notável entre a magia praticada pelos indígenas norte-americanos e os bruxos europeus estava na ausência de uma varinha.

A varinha mágica foi criada na Europa. Varinhas canalizam a magia para tornar seu efeito mais preciso e poderoso, embora seja de conhecimento geral que a marca dos grandes bruxos e bruxas é a capacidade de produzir magia de altíssima qualidade sem usar nenhuma varinha. Os animagos e criadores de poções indígenas foram a melhor demonstração de que fazer magia sem varinha é um feito de alta complexidade, pois feitiços e transfigurações são muito difíceis sem ela.

 

CAPÍTULO 02: SEGUNDOS ESTUDOS

Congresso Medieval de Bruxos Europeus

O Congresso Medieval de Bruxos Europeus foi uma organização bruxa que operava em toda a Europa continental. O objetivo deles era travar batalhas corajosas a favor de seus respectivos reinos, o que muitos não achavam tão nobre, já que os mesmos, apesar de ajudar um reino No-Maj, atacariam outro Reino No-Maj que ficaria em desvantagem por não terem bruxos.

 

Convenção Internacional de Bruxos de 1289

Convenção Internacional de Bruxos de 1289 foi uma reunião organizada por bruxos europeus em tempo medieval, a reunião foi convocada para discutir sobre as batalhas trouxas que atormentavam a Europa, se deviam intervir ou não, que apesar de muitos terem recusado, foi dito que não, não deviam interferir.

 

MAGIA NA AMÉRICA DO NORTE

Do século XVII em diante

Quando os europeus No-Majs começaram a emigrar para o Novo Mundo, mais bruxas e bruxos de origem europeia também vieram a se fixar na América. Eles, assim como os emigrantes No-Majs, tinham diversos motivos para deixar seus países de origem. Alguns foram movidos pelo senso de aventura, mas a maioria estava fugindo: às vezes da perseguição dos No-Majs, às vezes de algum outro bruxo, mas também das autoridades bruxas. Estes últimos procuravam se misturar com o crescente afluxo de No-Majs ou se esconder entre a população bruxa indígena, que costumava acolher e proteger seus irmãos europeus.

 

Entretanto, desde o princípio ficou claro que o Novo Mundo era um ambiente muito mais hostil para bruxos e bruxas do que o Velho Mundo. Havia três razões principais para isso.

 

Primeiro, assim como os imigrantes No-Majs, eles viviam em um país com poucos confortos, exceto pelo que eles mesmos tivessem construído. Em sua terra natal, bastava visitar o boticário para encontrar todo o necessário para o preparo de poções; agora, precisavam desvendar plantas mágicas desconhecidas. Nenhum artesão de varinhas havia sequer se estabelecido, e a Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny, que um dia figuraria entre os maiores estabelecimentos mágicos do mundo, não passava na época de uma cabana rústica com dois professores e uma dupla de irmãos órfãos como alunos.

 

Segundo, as atitudes dos imigrantes No-Majs faziam parecer encantadoras as populações não mágicas da terra natal de grande parte dos bruxos. Como se não bastassem as guerras com a população indígena, o que foi um duro golpe para a unidade da comunidade mágica, os imigrantes, devido a suas crenças religiosas, também se tornaram profundamente intolerantes a qualquer sinal de magia. Os puritanos adoravam trocar acusações de ocultismo ao mais ínfimo indício, por isso bruxos e bruxas do Novo Mundo agiam bem ao manterem extrema cautela.

 

O último – e provavelmente mais perigoso – problema encontrado pelos bruxos que chegavam à América do Norte eram os Purgantes. Como a comunidade bruxa norte-americana era reduzida, dispersa e reservada, não possuía ainda nenhum mecanismo próprio para manutenção da ordem. Um vácuo que acabou preenchido por um grupo inescrupuloso de bruxos mercenários de muitas nacionalidades diferentes, que formaram uma temida e brutal força-tarefa comprometida em caçar não apenas criminosos, mas qualquer um que pudesse render algum ouro. Com o passar do tempo, os Purgantes se tornaram incrivelmente corruptos: distantes da jurisdição de seus governos mágicos de origem, muitos se entregaram ao autoritarismo e à crueldade de uma maneira injustificável pela missão assumida. Tais Purgantes apreciavam o derramamento de sangue e a tortura, e até mesmo traficaram outros bruxos. Os Purgantes se multiplicaram pela América no fim do século XVII, havendo nesse período indícios de que chegaram ao cúmulo de fazer crer que No-Majs inocentes eram bruxos, pois assim recebiam recompensas dos membros crédulos da comunidade não mágica.

 


Os famosos julgamentos das bruxas de Salém, em 1692-93, foram uma tragédia para a comunidade bruxa. Historiadores bruxos afirmam que, entre os chamados juízes puritanos, havia pelo menos dois Purgantes conhecidos, que se desforravam de desavenças criadas em solo americano. Alguns dos mortos eram de fato bruxos, ainda que absolutamente inocentes dos crimes de que foram acusados. Outros eram simples No-Majs que tiveram o infortúnio de serem envolvidos pela histeria e sede de sangue em geral.

 


Salém foi significativa para a comunidade mágica por razões muito além da trágica perda de vidas. Seu efeito imediato foi a fuga de bruxas e bruxos da América, fazendo também com que muitos outros desistissem de se estabelecer por lá. Tal fenômeno provocou variações curiosas na população mágica da América do Norte, se comparada à da Europa, Ásia e África. Até décadas recentes do século XX, havia menos bruxos e bruxas na população americana em geral do que nos outros quatro continentes. As famílias de sangue puro, que se mantinham informadas pelos jornais bruxos sobre as atividades dos puritanos e dos Purgantes, raramente partiam para a América. Isso significou uma porcentagem muito mais alta de bruxas e bruxos nascidos No-Majs no Novo Mundo do que em qualquer outro lugar. Mesmo que tais bruxos e bruxas ainda procurassem casar e formar famílias inteiramente mágicas, a ideologia do sangue puro que permeou grande parte da história da magia na Europa ganhou muito menos impulso na América.

 

Mas talvez o efeito mais expressivo provocado por Salém tenha sido a criação do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América em 1693, antecipando a versão No-Majs em cerca de um século. Conhecido por todos os bruxos e bruxas daquele país pela sigla MACUSA (do nome em inglês, Magical Congress of the United States of America), foi a primeira vez em que a comunidade bruxa norte-americana se reuniu para criar leis próprias, estabelecendo efetivamente um mundo mágico dentro de um mundo No-Maj, como na maioria dos outros países. A primeira tarefa do MACUSA foi levar a julgamento os Purgantes que traíram sua própria raça. Os culpados de assassinato, tráfico de bruxos, tortura e todos os demais atos de crueldade foram executados por seus crimes.

 

Mas vários dos Purgantes mais notórios evadiram-se da justiça. Com mandados de prisão internacionais no seu encalço, eles desapareceram permanentemente dentro da comunidade No-Maj. Alguns se casaram com No-Majs e formaram famílias em que as crianças mágicas pareciam ser depreciadas em favor de filhos não-mágicos, para manter o disfarce do Purgante. Vingativos e segregados de seu povo, eles transmitiram a seus descendentes a convicção absoluta de que a magia era real e a crença de que bruxas e bruxos deveriam ser exterminados onde quer que fossem encontrados.

 

O historiador de magia norte-americana Teófilo Abbot identificou várias dessas famílias nas quais a certeza e o ódio nutrido pela magia eram profundos. Acredita-se que as crenças e atividades antimagia dos descendentes das famílias dos Purgantes sejam em parte o porquê de os No-Majs norte-americanos serem mais difíceis de enganar e ludibriar a respeito de magia do que qualquer outra população. O fato provocou grande repercussão na maneira como a comunidade bruxa norte-americana é governada.

 

Capítulo 3: Terceiros Estudos

A Caça ás Bruxas de Salém

Os Julgamentos das Bruxas de Salem foram uma série de audiências e processos contra pessoas acusadas de bruxaria que ocorreram no Massachusetts colonial nos anos de 1692 e 1693.

Casos Marcantes:

Deliverance Dane

Deliverance Dane é conhecida como a bruxa com o coração mais puro já visto, Deliverance vivia em Salém na época de caça ás bruxas, onde a mesma era responsável por mantes todos seguros em uma mansão que construiu no meio da floresta, com o intuito de proteger a comunidade mágica, porém, uma das bruxas que viviam lá, se apaixonou por um Purgante que acabou revelando a localização para seus comparsas, assim ocorreu “A Batalha da Mansão de Salém”, onde apesar das bruxas serem vitoriosas e terem conseguido restaurar a mansão. Como vingança, os Purgantes sequestraram Deliverance e a queimaram em praça pública, historiadores confirmam que as últimas palavras da bruxa foram:


“Vou em paz, meu objetivo foi cumprido, enquanto houver trevas na América, alguma alma nobre sempre estará lá para restaurar a luz.”

 

Deliverance Dane é considerada um símbolo religioso entre os bruxos norte-americanos, que pedem ajuda da mesma para conseguirem superar trevas em suas vidas.

 

As Irmãs Sanderson

As Irmãs Sanderson, eram um trio de bruxas que praticavam magia das trevas, as mesmas usavam uma magia onde matavam crianças para produzir poções da juventude. As três, Sarah, Winifred e Mary foram enforcadas em 1693.

 

Tituba: Luz ou Trevas?


Na vila de Salém, em fevereiro de 1692, as crianças No-Majs Betty Parris (nove anos) e sua prima Abigail Williams (onze anos), filha e sobrinha, respectivamente, do reverendo Samuel Parris, começou a ter ataques descritos como "além do poder dos ataques epiléticos ou de doenças naturais" por John Hale, o ministro da cidade vizinha de Beverly. As meninas gritavam, jogavam coisas pela sala, faziam sons estranhos, rastejavam debaixo dos móveis e contorceram-se em posições peculiares, de acordo com o relato de testemunhas oculares do reverendo Deodat Lawson, ex-ministro da vila de Salém.

 


As meninas reclamaram de serem beliscadas e picadas com alfinetes. O médico William Griggs, não encontrou evidência física de nenhuma doença. Outras jovens da vila começaram a exibir comportamentos semelhantes. Quando Lawson pregava como convidado na capela da vila de Salem, ele foi interrompido diversas vezes por surtos de aflitos.

 

As três primeiras pessoas acusadas e presas por supostamente terem afligido Betty Parris, Abigail Williams, Ann Putnam, Jr., de 12 anos, e Elizabeth Hubbard,[12] foram Sarah Good, Sarah Osborne e Tituba – sendo Tituba a primeira.

 

Good era uma mulher carente acusada de bruxaria por causa de sua reputação. Em seu julgamento, ela foi acusada de rejeitar os ideais puritanos de autocontrole e disciplina quando escolheu atormentar e "desprezar [crianças] em vez de levá-los ao caminho da salvação". Sarah Osborne raramente comparecia às missas da igreja. Ela foi acusada de bruxaria porque os puritanos acreditavam que Osborne tinha seus próprios interesses em mente depois de casar-se novamente com um servo contratado. Os cidadãos da cidade desaprovaram sua tentativa de controlar a herança de seu filho de seu casamento anterior. Tituba, uma escrava indígena da América do Sul por meio das Índias Ocidentais, provavelmente tornou-se um alvo por causa de suas diferenças étnicas em relação à maioria dos outros moradores. Ela foi acusada de atrair garotas como Abigail Williams e Betty Parris com histórias de encantamento.

 


Cada uma dessas mulheres era uma espécie de pária e exibia muitos dos traços de caráter típicos dos "suspeitos habituais" para acusações de bruxaria; elas foram deixados para defender-se. Trazidas perante os magistrados locais sobre a queixa de bruxaria, elas foram interrogadas por vários dias, a partir de 1º de março de 1692, e depois enviadas para a prisão.

 

No final, as três foram consideradas culpadas, Sarah Osborne e Sarah Good foram enforcadas e Tituba foi queimada, porém, a história nunca pode revelar quem era responsável pela magia das trevas causada nas meninas, algo era fato, uma das três era uma bruxa das trevas, porém, qual?

Julgamentos:

Os julgamentos das bruxas de Salem ocorreram no assentamento de Salem, no estado colonial de Massachusetts, em 1692 e 1693,  e resultou na execução de centenas de pessoas acusadas de bruxaria, a maioria mulheres. Algumas dessas mulheres eram na verdade bruxas, embora fossem totalmente inocentes dos crimes pelos quais foram condenadas. Outras eram simplesmente No-Majs azaradas o suficiente para serem varridas em um momento de histeria em massa.

 


Os julgamentos foram o culminar da caça às bruxas puritana na América do Norte. A maioria dos juízes que presidiram os julgamentos eram puritanos, mas, de acordo com historiadores bruxos, pelo menos dois eram na verdade Purgantes tentando resolver vinganças pessoais contra outros bruxos.

 

Impacto na Sociedade:

Os julgamentos das bruxas de Salem foram um grande evento traumático na história do mundo dos bruxos.

 

O saguão da sede do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América, no Edifício Woolworth, em Nova York, exibe quatro estátuas erguidas em memória das vítimas dos Julgamentos das Bruxas de Salem.

 


O livro “As Cicatrizes de Salem: Ensaios sobre os Julgamentos de Bruxas de 1692” contém uma coleção de ensaios sobre os julgamentos de bruxa de Salém e seu impacto duradouro sobre a comunidade bruxa americana.

 

MAGIA NA AMÉRICA DO NORTE

A LEI RAPPAPORT: 175 ANOS DE SEGREGAÇÃO


Em 1790, a décima quinta presidente do MACUSA, Emily Rappaport, promulgou uma lei destinada a segregar totalmente a comunidade Mágica e No-Maj. A lei foi consequência de uma das mais graves quebras do Estatuto Internacional de Sigilo, que rendeu à instituição uma humilhante repreensão por parte da Confederação Internacional dos Bruxos. A questão foi ainda mais séria porque a quebra de sigilo teve origem dentro do próprio MACUSA.

 

A catástrofe envolveu a filha do homem de confiança da presidente Rappaport, o Guardião dos Tesouros e Dragots. O dragot é a moeda bruxa norte-americana e o Guardião dos Tesouros e Dragots, como o título sugere, equivale ao Secretário do Tesouro Nacional, ou seja é nomeado pelo atual Presidente para ser responsável pela Economia Mágica. Aristóteles Twelvetrees era um homem competente, mas sua filha, Dorcas, tinha de estúpida o que tinha de bonita. Foi uma aluna medíocre em Ilvermorny e, à época da ascensão do seu pai ao gabinete, vivia em casa sem praticamente realizar nenhuma magia, pois ocupava-se muito mais de roupas, penteados e festas.

 

Certo dia, em um piquenique da comunidade local, Dorcas Twelvetrees apaixonou-se perdidamente por um belo No-Maj chamado Bartolomeu Barebone. Ela não fazia ideia, mas Bartolomeu era descendente de um Purgante. Ninguém na família dele era bruxo, mas a crença do rapaz na magia era forte e inabalável, tanto quanto a convicção de que todos os bruxos e bruxas eram malignos.

 

Totalmente inconsciente do perigo, Dorcas presumiu que o educado interesse de Bartolomeu por seus “pequenos truques” era sincero. Levada pelas perguntas inocentes do amado, revelou o endereço secreto do MACUSA e de Ilvermorny, deu informações sobre a Confederação Internacional dos Bruxos e explicou como essas instituições protegiam e ocultavam a comunidade bruxa.

 

Tendo coletado tantas informações quantas conseguiu extrair de Dorcas, Bartolomeu roubou a varinha que ela teve a gentileza de lhe mostrar e exibiu o artefato a quantos jornalistas conseguiu encontrar. Depois reuniu vários amigos armados para perseguir e, em tese, matar todos os bruxos e bruxas da vizinhança. Bartolomeu ainda imprimiu folhetos com os endereços em que bruxos e bruxas socializavam e enviou cartas a No-Majs proeminentes, alguns dos quais consideraram necessário investigar se havia de fato “reuniões malignas ocultas” ocorrendo nos locais descritos.

 

Eufórico com a missão de expor a bruxaria nos Estados Unidos, Bartolomeu Barebone excedeu-se e disparou contra o que acreditou ser um grupo de bruxos do MACUSA, que na verdade não passavam de simples espectadores No-Majs que tiveram o infortúnio de abandonar um prédio que estava sob vigilância. Felizmente não houve mortes, mas Bartolomeu foi preso e encarcerado pelo crime, não havendo qualquer envolvimento do MACUSA. Esse resultado trouxe enorme alívio para o MACUSA, o qual vinha enfrentando com dificuldade as sérias consequências da imprudência de Dorcas.

 

Bartolomeu havia espalhado seus folhetos por toda parte. Alguns jornais lhe deram bastante crédito e imprimiram fotos da varinha de Dorcas, observando que “dava coices como uma mula” quando agitada. As instalações do MACUSA passaram a atrair tanta atenção que a instituição precisou mudar de endereço. Quando a presidente Rappaport se viu forçada a dar explicações à Confederação Internacional dos Bruxos em um inquérito público, não pôde afirmar com certeza que todos quantos compartilharam as informações de Dorcas haviam sido devidamente obliviados. O vazamento foi tão grave que seus efeitos se fizeram sentir por muitos anos.

 

Embora muitos membros da comunidade mágica tenham feito campanhas para que Dorcas fosse condenada à prisão perpétua ou mesmo executada, ela passou apenas um ano presa. Completamente execrada e profundamente traumatizada, ela se deparou com uma comunidade bruxa bastante diferente quando foi libertada e terminou seus dias reclusa, na companhia apenas de seus mais queridos companheiros: um espelho e um papagaio.

 

A imprudência de Dorcas levou à criação da Lei Rappaport, que impôs uma severa segregação entre as comunidades No-Maj e bruxa. Os bruxos já não tinham mais permissão de estabelecer amizade ou casar-se com No-Majs. As punições para quem se confraternizava com No-Majs eram implacáveis. A comunicação deveria ser limitada ao necessário para a realização das atividades diárias.

 

A Lei Rappaport fortaleceu ainda mais as já abismais diferenças culturais entre as comunidades bruxas americana e europeia. Na Europa, bruxas e bruxos se casavam e eram amigos de No-Majs; nos Estados Unidos, os No-Majs eram cada vez mais encarados como inimigos. Em resumo, a Lei Rappaport conduziu a comunidade bruxa norte-americana, que já lidava com uma população No-Maj extraordinariamente desconfiada, a um secretismo ainda maior.

Em 1965, durante o segundo mandato do Presidente da Magia Arcturus Summers, depois de muito esforço, votações da Suprema Corte dos Bruxos e da População, o mesmo finalmente conseguiu abolir a Lei Rappaport depois de 175 anos de estrago em uma Comunidade Mágica. Nos primeiros anos, a comunidade ainda estava desconfiada na socialização com No-Majs, o que logo mudou, já que, na década de 80, a comunidade mágica já estava semelhante á europeia.

 

CAPÍTULO 04: QUARTOS ESTUDOS

MAGIA NA AMÉRICA DO NORTE

A COMUNIDADE BRUXA NA DÉCADA DE 20 E ALÉM

 


Os bruxos norte-americanos tiveram seu papel na Grande Guerra de 1914-1918, ainda que a esmagadora maioria de seus compatriotas No-Majs ignorassem sua contribuição. Como havia facções mágicas em ambos os lados, seus esforços não foram decisivos, mas os bruxos conquistaram muitas vitórias ao impedirem a perda de vidas e derrotarem inimigos mágicos.

 

Esse empenho conjunto não abrandou a posição do MACUSA quanto à confraternização entre No-Majs e bruxos, e a Lei Rappaport persistiu. Na década de 1920, a comunidade bruxa norte-americana já estava acostumada a existir sob um grau de sigilo bem maior do que seus irmãos europeus e a selecionar sua cara-metade estritamente dentro de sua própria classe.

 

A lembrança da catastrófica quebra de sigilo cometida por Dorcas Twelvetrees havia adentrado na gíria mágica, de modo que ser “um dorcas” era a gíria para uma pessoa incompetente ou idiota. O MACUSA continuou impondo punições severas a quem violasse o Estatuto Internacional de Sigilo. Também era mais intolerante do que os europeus diante de fenômenos mágicos como fantasmas, poltergeists e criaturas fantásticas, visto que esses animais e espíritos representavam um risco de alertar os No-Majs sobre a existência da magia.

 

Após a Grande Rebelião dos Sasquatches de 1892 (para mais detalhes, consulte o aclamado livro de Ortiz O’Flahert, O Último Levante do Pé-Grande), a base do MACUSA teve que ser realocada pela quinta vez em sua história, mudando de Washington para Nova York, onde permaneceu durante os anos 1920. A presidente do MACUSA nesse período foi Madame Serafina Picquery, bruxa de talentos famosos oriunda de Savannah.

 


Naquela época, a Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny vicejava há mais de dois séculos e já era considerada um dos maiores estabelecimentos de educação mágica no mundo. Por conta da educação em comum, todos os bruxos e bruxas norte-americanos são exímios no uso de uma varinha.

 

A legislação estabelecida no fim do século XIX teve por objetivo fazer com que cada membro da comunidade mágica dos Estados Unidos fosse requisitado a carregar uma “licença de porte de varinha”, uma medida para que toda atividade mágica fosse observada de perto e identificar, assim, os perpetradores pelas varinhas. Diferentemente da Grã-Bretanha, onde Olivaras era considerado imbatível, o continente norte-americano foi servido por quatro grandes artesãos de varinhas.

 

Shikoba Wolfe, descendente da tribo Chocktaw, foi antes de mais nada famoso pelas varinhas de entalhe intricado que continham penas de cauda de pássaro-trovão – uma ave mágica norte-americana relacionada a fênix. As varinhas de Wolfe eram consideradas extremamente poderosas, ainda que difíceis de dominar, e muito apreciadas por bruxos habilidosos em Transfiguração.

 

Johannes Jonker, um bruxo nascido de não-mágicos cujo pai No-Maj era um habilidoso marceneiro, tornou-se um perfeito artesão de varinhas. Elas eram muito procuradas e facilmente reconhecíveis, pois costumavam ser incrustadas de madrepérola. Depois de experimentar muitos cernes, o material mágico preferido de Jonker passou a ser o pelo da pumaruna.

 

Thiago Quintana causou repercussão no mundo mágico quando suas varinhas lustrosas e alongadas começaram a entrar no mercado. Cada uma continha uma única espinha transparente do dorso dos Monstros do Rio White, no Arkansas, e produzia feitiços fortes e elegantes. Os temores quanto à pesca predatória da criatura aplacaram-se quando se comprovou que apenas Quintana conhecia o segredo para atraí-los – um segredo que guardou com zelo até a morte, altura em que as varinhas com espinhas dos Monstros do Rio White deixaram de ser produzidas.

 

Violeta Beauvais, a famosa artesã de Nova Orleans, se recusou por muitos anos a divulgar o cerne secreto de suas varinhas, todas feitas da madeira do espinheiro-branco. Com o tempo descobriu-se que elas continham pelo de rugaru, o perigoso monstro com cabeça de cão que perambulava pelos pântanos da Louisiana. Diziam que as varinhas de Beauvais eram tão dadas à arte das trevas quanto vampiros ao sangue. Ainda assim, muitos heróis bruxos norte-americanos daquela época entraram em batalha armada com uma varinha Beauvais, e sabia-se que a própria presidente Picquery possuía uma.

 

Ao contrário da comunidade No-Maj na década de 1920, bruxos e bruxas tinham permissão do MACUSA para consumirem álcool. Muitos críticos dessa política argumentaram que isso colocava os cidadãos mágicos em evidência nas cidades cheias de No-Majs sóbrios. Entretanto, a presidente Picquery, em um de seus raros momentos de descontração, alegou que ser um bruxo nos Estados Unidos já era uma situação dura demais. — A birita — como disse ela de forma memorável ao seu Chefe de Gabinete — é inegociável.

 


Os Estados Unidos, no final dos anos 70 e década de 80, um país recém saído da Lei Rappaport, agora tinha que lidar com um novo bruxo das trevas que atormentava a comunidade. Lordrax causou terror no período de 1970 até 1981, que ficou conhecido como Primeira Guerra Bruxa Norte-Americana, que acabou quando ao Lordrax tentou atacar o então na época, bebê Nicole Summers, que seus pais bravamente a protegeram.

Em 1995, durante uma competição interescolar na Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermorny, Lordrax fez seu retorno triunfal, matando um garoto de 17 anos e tentando matar Nicole Summers. Este acontecimento marca o início da Segunda Guerra Bruxa Norte-Americana, o mesmo causou terror por todos estes anos, o ápice de sua maldade foi entre Julho de 1997 á Maio de 1998, onde o mesmo criou Campos de Concentração de trabalho e de execução destinados a Nascidos No-Majs e criaturas mágicas que não servissem para servir.

A guerra foi oficialmente finalizada na Batalha de Ilvermorny de 1998, quando Nicole Summers finalmente conseguiu derrotar o mesmo, trazendo novamente a paz aos Estados Unidos. Depois da Guerra, alguns bruxos foram consagrados com a primeira classe da Ordem de Dane, os quatro mais famosos são:

- Nicole Summers-Lochener

- James Lochener

- Zack Oxton

- Bella Laken-Oxton

E em 2014, Andromeda Walkin (Nome Verdadeiro Andromeda Summers-Boxton) uma filha na época escondida de Lordrax iniciou uma Guerra nos Estados Unidos, que logo se abrangiu pelo mundo, causando destruição devastadora por todos os cantos do planeta, a guerra só foi finalizada em 2020, em Nova York por Natasha Diana Summers Lochener, filha de Nicole Summers e seu marido James Lochener.

 

CAPÍTULO 05: QUINTOS ESTUDOS

O ESTATUTO INTERNACIONAL DE SIGILO EM MAGIA

 


O Estatuto Internacional de Sigilo em Magia (também conhecido como Estatuto Internacional de Sigilo ou, ainda, Estatuto de Sigilo) é uma lei do mundo mágico que foi assinada em 1689, mas, só foi estabelecida oficialmente em 1692. A lei foi criada pela Confederação Internacional dos Bruxos para o mundo bruxo e sua proteção mediante aos No-Majs e todo o segredo da magia. A perseguição dos No-Majs aos bruxos era muito grande, a relação entre os dois mundo estava tão ruim, quanto na época, nunca vista antes.

 

Com a assinatura em 1689, os bruxos entraram para sempre na clandestinidade. Por isso os bruxos acabaram criando pequenas comunidades. Entre essas aldeias e pequenos povoados destacam-se na América 4 cidades bruxas que ficaram conhecidas como as 4 tocas: Sayre’s Hollow, Nova York; Chadwick’s Hollow, Massachusetts; Steward’s Hollo, Vermont e Webster’s Hollow, Pensilvânia.

HISTÓRIA DA CRIAÇÃO DO ESTATUTO:

"A medida que a caça aos bruxos se encarniçava, as famílias bruxas começaram a levar vidas duplas, usando Feitiços de Ocultação para proteger a si mesmas. Por volta do século XVII, qualquer bruxo, homem ou mulher, que confraternizasse com trouxas se tornava suspeito, e até marginalizado em sua própria comunidade."

-Morgan Laken para a edição americana de “Os Contos de Beedle, o Bardo”

Até o século XVII, as relações de bruxos com trouxas estavam no seu pior. Desde o início do século XV, a perseguição a bruxas e bruxos reuniram ritmo em toda a Europa, fazendo muitos na comunidade bruxa pensarem, com razão, que a oferta para ajudar seus vizinhos No-Majs com a sua magia era equivalente ao voluntariado para buscar a lenha para a própria fogueira: muitos bruxos foram presos e condenados à morte sob a acusação de feitiçaria, e enquanto alguns (como Lisette de Lapin em 1422) conseguiu usar a magia para escapar, outros, como Sir Nicholas de Mimsy-Porpington, em 1492, não tiveram tanta sorte e foram imediatamente despojados de suas varinhas. Famílias bruxas eram particularmente propensas a perder membros mais jovens da família, cuja incapacidade de controlar a sua própria magia fazia-os perceptíveis, e vulneráveis, para caçadores de bruxos.

PROMULGAÇÃO

"Com a assinatura do Estatuto Internacional de Sigilo em Magia em 1689, os bruxos entraram para sempre na clandestinidade. Talvez fosse natural que formassem pequenas comunidades dentro de uma comunidade. Muitas aldeias e pequenos povoados atraíram várias famílias bruxas que se uniram para mútuo apoio e proteção."

-Batilda Bagshot em “Uma História da Magia”

Depois de discussões acaloradas na Suprema Corte dos Bruxos Britânica (durante o qual Ralston Potter saiu como um grande campeão do Estatuto de Sigilo, em oposição a mais "membros militantes" que expressaram seu desejo de declarar guerra contra os No-Majs), do Estatuto foi o primeiro assinado em 1689, mas foi apenas três anos depois, em 1692 que foi oficialmente estabelecido e começou a ser aplicado por todos os Governos Mágicos.

CONTEÚDO

O Estatuto estabelece que cada Governo Mágico é responsável por esconder a presença da comunidade mágica em seu próprio país. Cada Governo é responsável, entre outras coisas, pelo controle de criaturas mágicas, impedindo exibições públicas de magia e assegurando que jogos de esportes mágicos sejam feitos sem risco de descoberta.

Cláusula 73

Em 1750, a cláusula 73 foi adicionada ao Estatuto. Ela declara:

"Todo governo bruxo se responsabilizará pelo ocultamento, cuidado e controle de todos os animais, seres e espíritos mágicos que vivam dentro das fronteiras do seu território. Se tais criaturas causarem mal ou chamarem atenção da comunidade não-mágica, o governo bruxo da nação afetada será disciplinado pela Confederação Internacional dos Bruxos."

Seção 13

"Infração grave cometida por aquele que exercer qualquer atividade mágica que possa chamar a atenção da comunidade não-mágica."

 

CAPÍTULO 06: SEXTOS ESTUDOS

HISTÓRIA DA VARINHA “VARINHOLOGIA”

 


Varinhologia é um ramo antigo, complexo e misterioso da magia que lida com a história, habilidades e ações de varinhas, ferramentas mágicas quase sencientes usadas por bruxos e bruxas para lançar feitiços. Este ramo particular da magia é cuidadosamente estudado por fabricantes de varinhas.

ORIGENS:

Varinhologia pode ter sido explorado pela primeira vez por bruxos antigos há mais de dois mil anos. No início da história bruxa, as forças mágicas da varinha podem ter sido experimentadas e exploradas através dos tempos , com todas as suas descobertas escritas, como acontece com muitos outros mistérios do mundo, cada um com seus exploradores dedicados e brilhantes. E como esses campos, foi mais compreendido com o passar do tempo.

Após a educação mágica, uma pessoa que deseja se tornar um fabricante de varinhas deve se tornar o aprendiz de um fabricante de varinhas habilidoso. A partir daí, eles podem se submeter ao estudo do conhecimento das varinhas. Também existe a possibilidade de que haja reuniões onde aulas de uso de varinhas sejam ministradas. Mesmo assim, está claro que o conhecimento das varinhas deve ser entendido claramente para se tornar um fabricante de varinhas habilidoso.

 

 

 

 

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